Ocidentalismo

por Leandro Oliveira

22 de Abril – dia do (re)descobrimento de São Paulo

Sampa do meu coração: qual outra cidade do mundo veria sua quarta-feira trazer à luz não apenas uma, mas três óperas de compositores nascidos no século XX?

“O Homem Só” de M. Camargo Guarnieri (1907 – 1993), “Poranduba” de Edmundo Villani-Cortês (1939) e “Ainadamar” de Osvaldo Golijov (1960) fizeram suas estréias no mesmo dia, esta quarta-feira dia 22 de abril. No dia do Descobrimento do Brasil, não descubro mas assombro-me com São Paulo.

Tento me organizar para a crítica aos espetáculos virem na próxima semana.

****

Meu amigos no Facebook já sabem, por outro lado, que coisa por aqui é demais: antes da Palestra (serão seis, uma antes de cada apresentação) no Theatro São Pedro, fiz aulas sobre Bach (no meu curso sobre “O livro de Outro da história da Música” de Otto Maria Carpeaux), sobre Paganini (no curso sobre a história dos concertos para violino e orquestra), sobre Chopin e Prokofieff
nas aulas da Osesp. Na Osesp acompanhamos ainda a estréia da Abertura e “Cabinda – Nós somos Pretos” do professor Paulo Costa Lima, com quem tive o prazer de conversar nas conferências dos dias 17, 18 e 19.

Para a semana que entra, as aulas retornam à Bach – que felizmente ocupa todo meu semestre – mas terá também a primeira oportunidade de ouvir sobre a ópera “Evgueni Oneguin” de Piotr Illitch Tchaikovsky.

Para não perder-se nesse assombro cultural que é São Paulo, ou acompanhar as novidades das aulas sobre música, basta me seguir no Facebook visitando minha página aqui.

por Leandro Oliveira

Um comentário em “22 de Abril – dia do (re)descobrimento de São Paulo

  1. REGINA V. MAILART
    30 de abril de 2015

    Das 03 óperas citadas tive a oportunidade de assistir a duas delas:”O Homem Só” de Camargo Guarnieri e “Ainadamar” de Osvaldo
    Golijov, no Teatro Municipal.
    “O Homem Só” e seu drama familiar causado pelo abandono da mulher que leva consigo o filho e o cão de estimação é tema corriqueiro e, ainda que encenado na linguagem dramática da ópera sua dramaticidade é caracterizada pela leveza do texto e da música carregada da brasilidade de Camargo Guarnieri.
    Esta leveza fica mais evidente quando “Ainadamar” é encenada em seguida.: a dramaticidade espanhola e o tema da guerra civil fazem o contraponto.
    Entre as vozes “estrelas “da noite destaco a soprano Marissú Pavón e, para eximir-me de qualquer injustiça quero registrar a brilhante atuação da Orquestra Sinfônica Municipal.
    Concordo plenamente com Leandro Oliveira: nossa amada São Paulo assombra e como encanta!

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