Ocidentalismo

por Leandro Oliveira

Funarte e outras agruras culturais

A situação da gestão pública dos orgãos federais de cultura

A situação da gestão pública dos orgãos federais de cultura

Soube no final de semana que o próximo diretor da Funarte é Francisco Bosco. Para quem não sabe quem é Francisco Bosco, sugiro uma rápida passada de olhos no Globo do Rio de Janeiro, ou talvez em um ou dois de seus recentes “debates” públicos com Rodrigo Constantino ou Felipe Moura Brasil, colunistas do site de Veja.

A rápida passada d’olhos permitirá a qualquer um entender o viés ideológico e o ambiente cultural, ao menos aquele o mais imediato, do jovem Bosco. E até aí, nada de mais: ninguém esperaria uma escolha cultural “conservadora” do ministro Juca Ferreira.

A observação que se dá é outra: se você quer saber como podemos estar nesta pindaíba cultural, como com o fechamento do Museu Nacional, e prever o futuro de nossas instituições federais de cultura, olhe o curriculum do novo nomeado para a direção da Funarte – orgão que tem por competência declarada o “desenvolvimento de políticas públicas de fomento às artes visuais, à música, ao teatro, à dança e ao circo. Os principais objetivos da instituição, vinculada ao Ministério da Cultura, são o incentivo à produção e à capacitação de artistas, o desenvolvimento da pesquisa, a preservação da memória e a formação de público para as artes no Brasil.”

E depois de olhar o curriculum, acompanhe a pergunta: além de letrista de samba, acadêmico universitário e colunista de jornal, qual experiência como gestor público ou mesmo produtor cultural tem Francisco Bosco? Ok, consta ter sido “coordenador” do Instituto Moreira Salles… Mesmo sem saber o que de fato fazia ali, evidentemente é pouco para um orgão da importância e abrangência da Funarte.

Loteado politicamente há anos, a Funarte vem pouco a pouco colapsando, o que faz com que a grita entre produtores culturais e a classe artística seja cada vez maior. Exige-se uma desafiadora reestruturação.

O governo decidiu dar o desafio a um um neófito.

****

Por falar em gestão pública de cultura – a que vale a pena espalhar por todos os lados -, soube ontem pela coluna de Sonia Racy para o Estadão que Célio Turino foi convidado para falar de sua tecnologia dos “pontos de cultura” no Vaticano. Parabéns ao Célio que sem sombra de dúvidas merece todo sucesso.

Para uma matéria detalhada sobre o assunto, clique aqui.

por Leandro Oliveira

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Publicado às 2 de fevereiro de 2015 por em gestão cultural, OBSERVATORIO e marcado , , , .

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