Ocidentalismo

por Leandro Oliveira

Observatório Ocidentalismo – 19/01/2015

Para os leitores de inglês, um excelente artigo para sobre o impacto das novas mídias no nosso aparato cognitivo. O autor Daniel Levitin é neurocientista e publicou algumas coisas interessantes, inclusive um livro sobre música (infelizmente esgotado em português).

Each time we dispatch an email in one way or another, we feel a sense of accomplishment, and our brain gets a dollop of reward hormones telling us we accomplished something. Each time we check a Twitter feed or Facebook update, we encounter something novel and feel more connected socially (in a kind of weird, impersonal cyber way) and get another dollop of reward hormones. But remember, it is the dumb, novelty-seeking portion of the brain driving the limbic system that induces this feeling of pleasure, not the planning, scheduling, higher-level thought centres in the prefrontal cortex. Make no mistake: email-, Facebook- and Twitter-checking constitute a neural addiction.

Na íntegra, aqui.

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Excelente a troca de artigos de Slavok Sizek e João Pereira Coutinho na Ilustríssima deste domingo (na íntegra, respectivamente aqui e aqui), sobre o jihadismo e a postura Ocidental frente a ele. Poucas vezes aprendi tanto lendo um jornal – e ri concomitantemente a isso (Coutinho faz, elegantemente, Sizek em pedaços…):

Basta consultar o gigantesco estudo que o Pew Research Center realizou em 39 países muçulmanos, com entrevistas presenciais a 38 mil pessoas. Já escrevi nesta Folha sobre as conclusões gerais do estudo (intitulado “The World’s Muslims: Religion, Politics and Society” e disponível na internet). Mas nunca é demais relembrar uma das suas conclusões mais relevantes: a maioria dos muçulmanos não admite uma vida moral sem caução religiosa. Isso leva a maioria a defender a sharia (a lei islâmica que tutela a vida cotidiana) como um documento legal insubstituível. Conceder a Deus o que é de Deus e a César o que é de César -a separação crucial do Ocidente cristão- é ainda uma escalada íngreme para quem atribui a Deus o que é de César.

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A semana do massacre em Paris teria alguns palpites no Ocidentalismo sobre o humor nacional. Tentaria levar a discussão para uma de minhas perplexidades: como pode nosso cinema fazer sucesso apenas com aquelas coisas grotescas que acostumamos a entender por humor? Com o massacre, o ponto se perdeu completamente. Mas Joel Pinheiro escreve para a mesma “Ilustríssima” algo relevante, coloca os pingos-nos-is na questão dos limites do humor, e de algum modo servindo de prolegômena para as discussões que pretendo organizar esta semana.

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